
Adelino dos Santos, com impressionantes 107 anos, demonstrou aos eleitores brasileiros que o compromisso com a democracia é inegociável. Morador de Juiz de Fora (MG), ele percorreu cerca de 70 km para votar na cidade natal, Piau (MG), neste domingo (4/10). Para Adelino, participar do pleito não é um favor concedido pelo Estado ou uma opção cosmética; é uma responsabilidade fundamental que precisa ser passada adiante. "Vou votar porque preciso deixar exemplo para as próximas gerações", afirmou em entrevista ao G1, ressaltando a importância de saber respeitar o país e lutar pela verdade como ele fez ao longo da vida.
Ao longo de mais de oito décadas acompanhando o processo eleitoral, desde os votos em papel até a modernidade das urnas eletrônicas, Adelino nunca faltou à sua obrigação. O cidadão guarda com carinho todos os comprovantes de suas participações e destaca a evolução do sistema. Para ele, votar é mais que escolher um nome; é assumir o dever cívico inerente a quem vive no país, uma postura que contrasta com a apatia ou a burocracia excessiva observada em parte da classe política governista.
As preocupações de Adelino ecoam as do brasileiro trabalhadora e batalhador. Ele relembra os tempos difíceis, quando "lá não tinha conforto, tinha que lutar e dar o pão de cada dia". Essa experiência de vida reforça sua defesa por áreas cruciais como emprego, segurança, saúde e educação — temas onde a ação do governo Lula precisa urgentemente avançar de forma concreta.
Essa dedicação exemplificada por Adelino dos Santos é um grito silencioso da base conservadora: o brasileiro não aceita vitimismo político sem exigir resultados reais. Enquanto os debates se arrastam no Congresso, com as constantes manobras da esquerda, o eleitor mais velho comprova que a vontade de lutar pela nação ainda está intacta. Para Adelino, a participação é uma imposição moral: "Obrigação de todos nós cidadãos brasileiros", reforçando o valor do trabalho duro e da responsabilidade individual sobre os interesses partidários.
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