
O Partido dos Trabalhadores sofreu um revés político significativo neste domingo, 4, com quatro de suas figuras mais proeminentes não conseguindo garantir votos para as eleições. As derrotas atingiram líderes importantes como Gleisi Hoffmann, Benedita da Silva, Randolfe Rodrigues e Fernando Haddad, evidenciando o desgaste da base petista frente às forças conservadoras em ascensão.
As perdas foram sentidas em diferentes frentes. No Senado do Paraná, Gleisi Hoffmann ficou em quarto lugar com 13,33% dos votos válidos, embora tenha superado Filipe Barros e Deltan Dallagnol na disputa pelos demais assentos. Já no Rio de Janeiro, Benedita da Silva terminou em terceiro com 20,20%, sendo ultrapassada por dois candidatos do PL: Carlos Portinho (26,79%) e Carlos Jordy (24,58%), ambos eleitos para o Senado estadual.
No Amapá, o senador Randolfe Rodrigues perdeu a reeleição após receber 18,69% dos votos. Paralelamente, em São Paulo, a derrota de Fernando Haddad foi a mais contundente. O ex-ministro obteve 36,22% dos votos válidos, mas ficou muito aquém dos impressionantes 62,85% conquistados por Tarcísio de Freitas (Republicanos), que garante sua reeleição ao governo paulista.
Estes resultados atingem figuras cruciais para o projeto político do PT. Enquanto Gleisi Hoffmann era presidente nacional e ministra de Lula, Benedita da Silva representa uma das lideranças históricas do partido; Randolfe Rodrigues exerce papel central na articulação do governo no Congresso; e Fernando Haddad vinha sendo apontado como um possível nome para a sucessão de Lula. A sucumbência dessas líderes sinaliza o enfraquecimento do bloco governista, confirmando a força das agendas bolsonaristas e conservadoras.
Mín. 18° Máx. 24°