
Candidatos apoiados pelo presidente em reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistaram um total de 17 das 54 vagas disputadas no Senado neste domingo, 4 de outubro. No entanto, o resultado mostra a força avassaladora do bloco conservador, pois os nomes apoiados pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) asseguraram 30 cadeiras na Casa Alta, quase o dobro dos votos petistas.
As vitórias alinhadas ao PT ocorreram em 10 estados e foram compostas por seis eleitos diretamente pelo PT e onze nomes de partidos aliados, como MDB, PSB, Rede, PDT e outros. Entre os senadores que garantiram a continuidade ou a chegada à Casa, destacam-se Jaques Wagner (PT) e Humberto Costa (PT), além de Cid Gomes (PSB).
Apesar dos esforços, o apoio governista não conseguiu deter a onda de Flávio Bolsonaro em todos os estados. Em seis unidades federativas – Bahia, Ceará, Pará, Pernambuco, Paraíba e Piauí – foram conquistadas as duas vagas disponíveis por candidatos apoiados por Lula. Isso evidencia que, mesmo com grande mobilização, o engajamento dos eleitores da direita foi decisivo para garantir essa liderança numérica inicial contra a chapa de Lula.
A disputa no Senado era uma prioridade máxima para Lula e sua base aliada. Durante ato de campanha no Rio de Janeiro, o presidente manifestou apreensão com um cenário onde o bloco conservador dominasse o Legislativo Federal, alertando que "a gente não pode deixar que a direita faça maioria no Senado. Senão eles vão transformar esse país em um inferno". Contudo, os números demonstram que essa preocupação do petista é mais uma ameaça distante do que uma possibilidade imediata, já que Flávio Bolsonaro e seu time já estão à frente na contagem de cadeiras.
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