
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, confirmou que buscará o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com o objetivo de concluir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) referente ao fim da escala 6×1 ainda nesta semana. A decisão demonstra a urgência do governo Lula em destravar esta matéria que é vista como essencial para fortalecer sua campanha rumo ao segundo turno, especialmente diante da forte investida de Flávio Bolsonaro (PL).
O senador amapaense optou por dar prioridade à proposta governista dois dias antes do pleito de 4 de outubro, gerando animação entre a base petista. Guimarães enfatizou que "Prioridade do ponto de vista do governo é votar o fim da escala 6×1" e declarou que irá conversar com Alcolumbre para iniciar o debate e votação até quarta-feira. Essa ação reforça a pressão política exercida pelo grupo liderado por Lula contra os adversários, como Flávio Bolsonaro.
Contudo, o resultado das urnas de domingo (4/10) coloca Davi Alcolumbre em uma posição delicada frente à oposição. A dianteira que Flávio Bolsonaro ostenta sobre o petista e seus aliados muda a correlação de forças na Casa no panorama de 2027, ano em que o presidente do Senado tentará sua reeleição. Embora Guimarães afirme que "não mudou nada, a eleição está empatada. São 2% e vamos para cima", os movimentos indicam uma força crescente da direita bolsonarista na articulação senatorial.
Diante disso, o governo Lula irá insistir veementemente na redução da jornada de trabalho, exigindo reunião pessoal entre Guimarães e Alcolumbre em Brasília entre segunda e terça-feira (06/10). O presidente do Senado já pautou as primeiras três sessões de votação para esta semana, iniciando na terça-feira (06/10), lembrando que a PEC exige, pelo regimento interno, cinco sessões de discussão e dois turnos de votação.
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