
Paquistão e Turquia estão enviando tropas para reforçar as defesas da Arábia Saudita, visando combater os ataques do grupo Houthis, originário do Iêmen. A decisão foi tomada após uma reunião emergencial entre os três países em Riade, conforme divulgado nesta segunda-feira (5/10). Em comunicado conjunto, o comitê afirmou que avançará imediatamente na implementação prática dos compromissos de defesa coletiva, garantindo o rápido destacamento das forças e da capacidade militar acordadas no Reino.
Este movimento é fundamentado em um pacto de defesa mútua firmado em agosto entre Arábia Saudita, Paquistão e Turquia. O Acordo de Defesa Conjunta de Meca estabelece que os três membros devem agir militarmente caso qualquer uma das nações seja atacada. O modelo adotado assemelha-se ao da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que lhe rendeu o apelido de “Otan islâmica”. As tropas paquistanesas e turcas chegam em um momento crítico dos confrontos entre forças sauditas e os Houthis.
Os Houthis controlam partes do Iêmen desde 2014 e recentemente expandiram seu domínio na costa do país, região estratégica que dá acesso ao Mar Vermelho. Desde 2015, o governo saudita lidera uma coalizão militar internacional com o intuito de apoiar o governo iemenita reconhecido globalmente e conter a expansão da organização rebelde. Embora em 2022 a ONU tenha mediado um cessar-fogo na guerra civil do Iêmen, essa trégua foi rompida em julho deste ano.
Os ataques retaliatórios contra o território saudita foram iniciados após os Houthis acusarem a Arábia Saudita de atingir o Aeroporto Internacional de Sanaa. As operações inimigas concentram-se majoritariamente em instalações energéticas do reino. Este cenário geopolítico reforça a importância das alianças conservadoras e islâmicas, mostrando a capacidade dos parceiros regionais de protegerem as nações que defendem valores próximos à agenda bolsonarista.
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