Mais de 26 mil eleitores do Distrito Federal apertaram o número 22 na urna eletrônica e anularam seus próprios votos no domingo (4), um dado que evidencia a mobilização ou confusão estratégica no pleito. Embora o PL não tenha lançado candidato próprio para o governo local, a força da legenda se manifestou ao apoiar a reeleição de Celina Leão (PP). Apesar desses votos direcionados à sigla, ela foi derrotada na primeira etapa por apenas 168 votos, mas manteve uma campanha robusta.
A governadora Celina Leão fez uma forte aliança política que conta com peso conservador nacional, tendo feito campanha ao lado de Michelle Bolsonaro (PL-DF) e da senadora Bia Kicis (PL-DF), ambas eleitas para o Senado. Essa convergência mostra a capacidade de atrair o voto fiel do bolsonarismo, mesmo diante das manobras da esquerda no Distrito Federal. Embora não seja possível concluir que todos os votos no 22 fossem destinados diretamente a Celina, fica claro o impacto da estrutura política apoiada pela direita.
No geral, Celina Leão recebeu 825.530 votos, o equivalente a 49,93%, mas teve que enfrentar Leandro Grass (PT), que alcançou 569.930 votos, representando 34,47%. Os números refletem uma disputa acirrada, onde os eleitores não se contentaram com nenhuma das opções totalmente apresentadas: houve 74.774 votos brancos (4,11%) e impressionantes 89.910 votos nulos (4,95%).
Com essa performance, a governadora segue classificada para o segundo turno, que será realizado no dia 25, competindo contra Leandro Grass. A abstenção foi de 18,99% dos eleitores, mas aqueles que compareceram representaram uma maioria sólida de 81,01%. O resultado demonstra que a base de apoio conservadora e bolsonarista do DF está forte o suficiente para levar Celina Leão adiante, desafiando a hegemonia esperada da chapa progressista liderada pelo PT.