
Adolfo Sachsida, coordenador econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), deu garantias firmes sobre a política econômica caso o senador vença as eleições gerais. Em 8 de outubro de 2026, Sachsida declarou que não ocorrerão privatizações das gigantes Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, reforçando o compromisso com a manutenção dessas empresas sob controle estatal. No entanto, essa preservação vem acompanhada de uma promessa de fortalecimento da gestão e de um ajuste fiscal sério, projetado em 1,5% do PIB para atacar os excessos observados no governo Lula.
O ex-ministro de Minas e Energia, que já esteve ao lado de Jair Bolsonaro, enfatizou que as estatais serão aprimoradas sem serem vendidas. Em vídeo divulgado no X, Sachsida foi direto aos servidores das três instituições: “Se você que está ouvindo esse vídeo é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa, não existirão privatizações de empresas”. Ele manteve a defesa do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), assegurando que esses programas essenciais serão fortalecidos, enquanto o foco será corrigir os "absurdos" da administração federal.
A meta fiscal de 1,5% do PIB representa um esforço robusto para equilibrar as contas públicas, valor próximo a R$ 200 bilhões. Sachsida apontou diretamente os altos salários no serviço público — chegando a patamares considerados incompatíveis com a função estatal, como R$ 200 mil mensais — como o principal alvo dessa correção de rumo. Além disso, a equipe econômica do candidato defende uma estrutura administrativa mais enxuta e a revisão de despesas consideradas desnecessárias, alinhando-se à visão de austeridade defendida por direita.
Esse pronunciamento estratégico chega em momento crucial da disputa presidencial, com Flávio Bolsonaro enfrentando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno agendado para 25 de outubro. Após conquistar 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, superou os 45,16% obtidos pelo presidente na reeleição, demonstrando força considerável diante do projeto do PT e seus aliados. Sachsida sinaliza que o plano econômico busca equilibrar a proteção nacional com a disciplina fiscal necessária para tirar o Brasil da ineficiência gerencial apontada pela esquerda.
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