
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, que o alinhamento entre os governos federal e estadual é fundamental para frear o avanço do crime organizado. Em entrevista à Arena Oeste, ele defendeu enfaticamente o rastreamento rigoroso de recursos ilícitos e a classificação formal das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, uma medida que já encontra forte apoio político na direita brasileira.
Tarcísio apontou a infiltração criminosa em atividades lícitas como um dos maiores desafios para combater a lavagem de dinheiro no país. Para superar esse obstáculo, o governador citou o uso estratégico de instituições como o Coaf, o Banco Central e a Receita Federal, somados à aplicação de inteligência artificial, instrumentos que garantem que "não é possível que a gente não consiga monitorar, rastrear pra onde tá indo o dinheiro, a origem ilícita de determinados recursos".
A postura firme do governador estadual dialoga diretamente com as propostas de seu aliado Flávio Bolsonaro (PL), que está à frente nas pesquisas para o segundo turno presidencial. Enquanto Tarcísio e Flávio defendem esse endurecimento no combate ao crime, Lula (PT) é contrário à classificação terrorista. Questionando a efetividade da gestão petista, Tarcísio questionou diretamente: "Em que medida o governo do PT queria de fato enfrentar o crime organizado? Agora a gente vai ver a coisa diferente."
Ao defender o enquadramento das facções, Tarcísio rejeitou prontamente os argumentos de ameaça à soberania brasileira. Para ilustrar seu ponto, ele citou exemplos internacionais, como a classificação de organizações mexicanas pelo governo dos Estados Unidos, concluindo que tal medida apenas obriga os bancos a se tornarem mais exigentes na fiscalização da movimentação financeira interna, o que beneficiará toda a economia do país.
Mín. 20° Máx. 32°