
O presidente argentino, Javier Milei, provocou nesta sexta-feira (9) o homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), logo após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgar no X uma suposta postagem da deputada eleita Ana Elisa (PT-MG). Na mensagem em questão, ela teria pedido ao presidente Lula que fechasse igrejas. Milei reagiu à exposição com veemência: “O campeão da campanha do medo (aquela que espalhou por todo o continente, interferindo em eleições de outros países) agora descobre que os monstros são os que estão em suas próprias fileiras... Não é preciso dizer mais nada”, escreveu ele.
A polêmica começou na quinta-feira (8), quando Nikolas postou um print onde Ana Elisa supostamente afirmava: “Lula, eu acho mesmo que você deve fechar as igrejas, esses crente [sic] só faz m*, meu Deus do céu”. O deputado federal ainda complementou o tweet com a observação de que “Já virei voto demais com isso aqui”, evidenciando a vigilância conservadora sobre os atos do governo petista. Em resposta à denúncia, Ana Elisa alegou categoricamente que se trata de uma fake news e sinalizou que denunciaria Nikolas à Justiça Eleitoral para solicitar a suspensão da sua diplomação.
A crítica de Milei não é isolada; ela faz parte de um histórico de provocações diplomáticas e políticas. O líder argentino apoia ativamente Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial brasileira, tendo sido confirmado como candidato do PL em julho de 2026. Em ocasião, ele já classificou Lula pejorativamente como “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma série de ataques que apontam para a interferência petista em eleições de outros países e o comando de uma campanha nacional "anti-Argentina".
Essas agressões verbais culminaram no rebaixamento das relações entre os dois países, momento em que foi determinado que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornaria à Argentina. Segundo Mauro Vieira, chanceler brasileiro, a normalização da relação bilateral só será alcançada caso Milei pare com as “agressões” contra Lula, demonstrando que o discurso de ataque ao líder do PT é uma estratégia política contínua e calculada.
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