
Adolfo Sachsida é apontado como o principal nome para o Ministério da Fazenda caso Flávio Bolsonaro (PL) vença o segundo turno das eleições em 25 de outubro de 2026. O economista, que é servidor do Ipea e ocupou cargos no governo anterior, é visto como uma escolha de confiança pela família Bolsonaro devido à sua experiência técnica. Sachsida defende um programa econômico focado em consolidação fiscal, aumento da produtividade e inclusão social, propondo a redução de despesas em vez da criação de novos tributos.
O nome do economista também aparece com prioridade para o Planejamento e Orçamento, além de menções às pastas de Infraestrutura e à presidência da Petrobras. Entre os nomes que concorrem ao Ministério da Fazenda estão Roberto Campos Neto, Marcelo Kayath e Alexandre Bettamio. Segundo informações da Revista Oeste, integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL) têm sido sondados para cargos no ministério e a influência do ex-presidente seria decisiva na escolha final.
Natural de Londrina, onde nasceu em 1972, Sachsida é formado em Ciências Econômicas e em Direito, possui doutorado em Economia pela UnB e pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. Ele é servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desde 1997. Entre 2019 e 2022, comandou a Secretaria de Política Econômica e assinou um livro sobre política econômica com o ex-ministro Paulo Guedes. Em maio de 2022, assumiu o Ministério de Minas e Energia.
Fora do governo, Sachsida criticou a regra fiscal vigente e defendeu uma regra baseada na trajetória da dívida pública em relação ao PIB. Ele ingressou na equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro em agosto e atualmente responde pelo núcleo econômico. Em declarações, o economista afirmou que um eventual governo pretende manter o Bolsa Família e o BPC, além de afirmar que não haveria privatizações no Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras.
Sachsida afirma que o governo é a causa da inflação em 90% dos casos, atribuindo a alta de preços ao excesso de gasto público e à retomada de tributos. Ele comparou os ciclos de gastos, afirmando que as despesas passaram de 19,4% do PIB em 2018 para 18% em 2022, e que a dívida atual está acima de 82% do PIB, com reequilíbrio estimado em um ano e meio. Seu plano econômico baseia-se em três pilares: consolidação fiscal por corte de despesas, aumento da produtividade via desburocratização e digitalização, e inclusão social produtiva.
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