
O senador e coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana (PT-CE), criticou a proposta da equipe econômica do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) sobre a implementação de uma regra de transição para o programa Bolsa Família. A medida foi divulgada pela coordenadora da área econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, e estabelece que beneficiários terão um prazo de dois anos para obter um emprego formal ou abrir uma empresa, podendo retornar ao programa caso não obtenham sucesso nesse período.
Camilo Santana associou a proposta ao corte de gastos pretendido pelo candidato do PL, afirmando que a medida impactaria programas sociais do governo. O senador afirmou que a proposta mostra "de onde é que o Flávio Bolsonaro quer cortar os seus R$ 200 bilhões" e que as medidas afetariam "programas sociais, das conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras".
Após a repercussão da fala de Daniella Marques, Flávio Bolsonaro acusou a campanha de Lula de "espalhar fake news". Em vídeo, o senador do PL negou a intenção de acabar com o programa e explicou a proposta apresentada por sua assessora econômica. O senador afirmou que as informações sobre o fim do Bolsa Família em dois anos são mentira.
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