
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma denúncia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, controladora das plataformas Facebook, WhatsApp e Instagram. A acusação afirma que a empresa desobedeceu a uma ordem judicial e favoreceu a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O PT alega que a inteligência artificial da Meta cria imagens com o número 22 em contextos não relacionados ao candidato de oposição na reta final da disputa.
O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, criticou publicamente a atuação da multinacional e afirmou que a empresa descumpre a exigência de igualdade entre as campanhas no segundo turno. Valadares declarou ao jornal Estadão: "Nós esperamos que a Meta pare de beneficiar a campanha do lado do Bolsonaro e tenha um comportamento ético". A equipe jurídica da campanha também encaminhou a reclamação a observadores da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze estabeleceu um prazo de 24 horas, no domingo, 18, para que a empresa comprove o equilíbrio na distribuição de publicidade política. O magistrado informou que a multa diária será aumentada para R$ 1 milhão caso a ordem não seja cumprida.
A Meta reconheceu falhas pontuais no impulsionamento de anúncios, mas negou haver favorecimento direcionado contra a chapa petista. Em nota, a empresa afirmou garantir isenção no pleito e informou que a equipe de Flávio Bolsonaro também relatou falhas técnicas recentes nas plataformas.
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