
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (20/10) que pretende restabelecer o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). A iniciativa foi criada em 2021 para compensar os efeitos da Covid-19 no setor de eventos e foi encerrado em 1º de abril de 2025, após o rompimento do limite de recursos disponíveis de R$ 15 bilhões. O programa também foi alvo de apurações por irregularidades praticadas pelas empresas beneficiadas.
A afirmação sobre o retorno do programa consta em um vídeo publicado no perfil da rede social X pela coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques. No vídeo, o candidato afirma que a medida visa dar novo socorro ao setor de eventos. Ele declarou: “Eu vou restabelecer o Perse para todos os setores de eventos culturais, shows e turismo, que hoje estão sufocados e endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro”.
Ainda na gravação, o candidato à Presidência sustenta que o programa proporcionará um novo dinamismo à economia. Ele afirmou: “Eu vou salvar o setor de shows, porque onde tem eventos o comércio vende mais, o taxista e o Uber faturam, os pequenos artistas prosperam e a economia gira. Grandes artistas e pequenos artistas, se preparem! Vocês vão ter muito trabalho e todo setor vai aquecer a economia”.
Os benefícios do Perse eram concedidos por meio de isenções fiscais que foram encerradas, com o retorno da tributação normal às empresas do setor. Em outubro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, cobrou que o Executivo apresentasse informações sobre empresas beneficiárias do Perse que receberam recursos oriundos de emendas Pix destinadas a eventos. As suspeitas levantadas na ocasião incluíam lavagem de dinheiro e superfaturamento; empresas sem relação legítima com o setor de eventos; influenciadores digitais e artistas que teriam usado o benefício de alíquota zero de forma indevida; e indícios de irregularidades nos cadastros da atividade econômica, com empresas utilizando códigos incorretos para obter direito ao programa.
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