
A costureira industrial Doralice Maria da Silva, moradora de Sumaré (SP), busca há dez anos a regularização de um benefício previdenciário interrompido em 2013 devido a problemas de saúde, incluindo depressão grave, transtorno bipolar e uma cirurgia de tumor na cabeça. Após o corte do pagamento pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ela recorreu à Justiça por meio de advogada para contestar a negativa de incapacidade laboral, mas o processo aguarda decisão judicial há cerca de quatro anos.
Em Campinas (SP), Luiz Carlos Benassi relata problemas com um pedido de aposentadoria feito em fevereiro de 2025. Após o recurso ser aprovado pela 16ª Junta de Recursos do INSS em junho de 2026, o benefício não foi implantado e o órgão voltou a questionar o direito à concessão. O segurado informou que buscou a Ouvidoria para solicitar uma solução, mas não obteve garantia de implantação imediata.
O INSS informou à equipe da EPTV que os casos específicos foram encaminhados às áreas responsáveis para apuração. Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam que o estado de São Paulo registrou 10.175 reclamações e denúncias relacionadas ao INSS entre 1º de janeiro e 18 de outubro de 2026, sendo a demora na análise de requerimentos, serviços e recursos o principal motivo das manifestações.
O órgão informa que o número de requerimentos em análise diminuiu durante 2026. Em Campinas, os pedidos pendentes reduziram de aproximadamente 11,8 mil no início do ano para 5.517. No estado de São Paulo, o volume de processos em análise caiu de 482 mil para 204 mil até o fim de setembro. Segundo o gerente de projetos da Presidência do INSS, Renato Mousinho, a média de espera para análise no estado é de 17 dias, redução atribuída a concursos públicos, mutirões e à análise documental de pedidos de benefício por incapacidade.
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