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Prefeito de Blumenau anuncia não renovação de contrato de professora após participação em ato político durante afastamento médico

Servidora participou de manifestação pela reeleição de Lula e afirma enfrentar problemas de saúde e perseguição no trabalho

23/10/2026 às 07h25
Por: VV8 REDAÇÃO
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Reprodução/ Redes sociais
Reprodução/ Redes sociais

O prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari (PL), anunciou em 19 de outubro de 2026 que não renovará o contrato de uma professora temporária da rede municipal. A servidora participou de um ato pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça-feira, dia 13, enquanto estava afastada por atestado médico. Durante a manifestação, a professora foi filmada estendendo uma bandeira dos Estados Unidos no chão, que foi queimada por um manifestante.

Em vídeo nas redes sociais, Ferrari afirmou que as imagens mostram o momento em que a servidora estendeu a bandeira e que um homem mascarado ateou fogo no objeto. O prefeito informou que ela já estava de licença médica quando participou do ato. A prefeitura confirmou o afastamento da profissional e informou que ela passou por perícia do INSS, mas alegou restrições legais sobre dados pessoais e de saúde para não fornecer outros detalhes.

O protesto ocorreu na Praça dos Remadores e seguiu pela Rua XV de Novembro até a prefeitura. Durante o percurso, manifestantes estenderam a bandeira dos Estados Unidos no chão, momento em que uma pessoa com o rosto coberto e um símbolo antifascista na mochila ateou fogo ao objeto enquanto o grupo filmava, gritava e aplaudia. O contrato da servidora, que atua em caráter temporário em um Centro de Educação Infantil (CEI), vence no início de novembro. Ferrari determinou que o município não renove o vínculo.

“Enquanto prefeito de Blumenau e pai, eu não admito esse tipo de profissional na sala de aula”, afirmou o prefeito. Ele negou motivação política e afirmou que a decisão decorre do comportamento da professora durante o afastamento. O site Mesorregional identificou a servidora entre os organizadores do ato e informou que ela publicou imagens de sua participação nas redes sociais, embora seu nome não tenha sido divulgado.

Em declaração ao site Mesorregional, a professora afirmou que o afastamento decorre de ansiedade e crises de pânico. Ela relatou sofrer perseguição e assédio moral desde que presenciou um caso de racismo em um CEI, com acionamento da Polícia Militar. A servidora orientou a reportagem a encaminhar dúvidas ao seu advogado.

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