
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, afirmou em vídeo publicado no Instagram que práticas de manipulação das contas públicas, semelhantes às ocorridas durante o governo Dilma Rousseff, estão retornando. Segundo o ministro, despesas realizadas fora do Orçamento já alcançam R$ 326 bilhões e ele avalia que a situação atual é mais grave do que há dez anos, o que comprometeria a imagem do Brasil no exterior e dificultaria a atração de investidores.
Nardes afirmou que "a manipulação lá atrás, nas contas do presidente, volta a acontecer" e que a desorçamentação está prejudicando a economia nacional. Em relação à previdência social, o ministro mencionou uma análise das contas deste ano em que identificou um rombo superior a R$ 404 bilhões. Ele afirmou aos trabalhadores que pretendem se aposentar pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que, no cenário atual, não haveria recursos suficientes para pagar os benefícios atuais e futuros.
Para fundamentar sua análise sobre o passado, o ministro citou o julgamento de 2015 em que foi relator das chamadas pedaladas fiscais, quando foram identificados R$ 50 bilhões utilizados sem autorização do Congresso Nacional. Nardes mencionou ainda o rombo nos fundos de pensão Petros e Postalis, além da recessão econômica e da perda de confiança internacional no período anterior.
Augusto Nardes ocupa uma cadeira no TCU desde 2005 e presidiu o tribunal entre 2013 e 2014. Antes de ingressar na Corte de Contas, teve carreira política no Rio Grande do Sul, com mandatos pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados pelo PP. Em 2015, ele relatou o parecer que recomendou ao Congresso a rejeição das contas de 2014 do governo Dilma devido às pedaladas fiscais, análise que serviu de base para o processo de impeachment da ex-presidente em 2016.
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