
O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou o início das apurações das urnas em cinco estados, apesar da prorrogação do horário de votação em todo o país até as 19h no segundo turno das eleições. A decisão foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou um pedido apresentado pela ação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na primeira atualização realizada às 17h06, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentava 193.574 mil votos (57,66% do total) e Flávio Bolsonaro (PL) possuía 142.169 (42,34%), correspondendo a 0,25% do total das urnas. Os resultados começaram a ser divulgados nos estados do Pará, Maranhão, Ceará, Bahia e Goiás.
No Pará, foram contabilizados 35.292 votos válidos, com 65,03% para Lula e 34,97% para Flávio. No Maranhão, eram 2.937 votos, com 75,86% para o petista e 24,14% para o senador. Em Goiás, Flávio registrava 55,11%, contra 44,89% de Lula, com 1.711 votos válidos contabilizados. Na Bahia, o presidente registrava 72,20%, e o adversário, 27,80%, em uma parcial de 1.590 votos. No Ceará, eram 1.117 votos válidos, com 70,01% para Lula e 29,99% para Flávio.
O pedido inicial do PT era para ampliar o horário de votação em duas horas, das 17h para as 19h, pelo horário de Brasília. O partido também solicitava que o STF obrigasse os municípios de São Paulo e Teresina a restabelecer 100% da frota de ônibus de dias úteis, com transporte gratuito. Além disso, era solicitada a manutenção do transporte gratuito em todo o país até pelo menos duas horas após o novo encerramento da votação, ou seja, até as 21h, caso a prorrogação fosse concedida.
Caso Zanin rejeitasse a prorrogação, o PT pedia que todos os eleitores presentes nos locais de votação às 17h, inclusive nas áreas externas e de acesso, recebessem senhas para votar. Os advogados também citaram episódios em três municípios da Bahia que haviam anunciado transporte gratuito, com circulação equivalente à de dias úteis, mas não teriam cumprido o compromisso. Um pedido semelhante foi apresentado ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que deu 30 minutos para que as prefeituras explicassem a falta de ônibus.
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