Justiça ELEIÇÕES 2024
Ex-estrategista de Donald Trump critica decisão do ministro Cristiano Zanin sobre horário de votação
Jason Miller reagiu à prorrogação do fechamento das urnas após pedido da campanha de Lula ao STF no segundo turno das eleições brasileiras
25/10/2026 18h37
Por: VV8 REDAÇÃO
Arte/Metrópoles

O ex-estrategista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, criticou, neste domingo (25/10), a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar o horário de votação do segundo turno das eleições brasileiras. Em publicação nas redes sociais, Miller classificou o episódio como "inacreditável". Ao republicar uma postagem sobre o pedido apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ampliar o horário de votação, Miller escreveu: "Não dá para acreditar".

Em outra publicação, o ex-assessor de Trump questionou o fato de Zanin ter sido advogado de Lula antes de assumir uma cadeira na Suprema Corte. Ele afirmou que "advogado de campanha de Lula, agora no STF — literalmente o advogado dele — ordena que as urnas permaneçam abertas por mais duas horas. Não dá para inventar uma coisa dessas". Cristiano Zanin ganhou projeção nacional ao integrar a defesa de Lula nos processos relacionados à Operação Lava Jato. O advogado atuou na defesa do petista a partir de 2013 e participou da estratégia jurídica que levou à anulação das condenações do então ex-presidente pelo STF, permitindo que ele recuperasse os direitos políticos. Em junho de 2023, Lula indicou Zanin para ocupar uma vaga no Supremo após a aposentadoria do ministro Ricardo Lewandowski. O nome foi aprovado pelo Senado, com 58 votos favoráveis e 18 contrários, e o advogado assumiu o cargo naquele ano.

Zanin determinou neste domingo a extensão do horário de votação em todo o país até as 19h, no horário de Brasília, após um pedido da campanha de Lula. A solicitação apontou dificuldades no transporte público que poderiam impedir eleitores de chegar às seções eleitorais. Na decisão inicial, o ministro considerou a gravidade dos relatos e a urgência da medida. Posteriormente, esclareceu que a prorrogação se aplicaria apenas às seções eleitorais que ainda estivessem abertas, uma vez que urnas já encerradas não poderiam ser reabertas. A decisão foi tomada em meio a relatos de dificuldades de deslocamento em diferentes estados e afetou o andamento da apuração dos votos.

A manifestação ocorre em um contexto de atenção do governo Trump às eleições brasileiras. Mais cedo, Donald Trump afirmou que acompanha a votação, mas evitou declarar apoio a Lula ou a Flávio Bolsonaro. "Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando", disse. Antes do primeiro turno, Trump havia classificado a eleição brasileira como "muito importante" e elogiado o desempenho de Flávio Bolsonaro na primeira etapa da disputa.