
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), trabalha nos bastidores para garantir sua reeleição e calcula contar com pelo menos 48 votos para permanecer no comando da Casa. A estratégia baseia-se na força do Centrão para conter o avanço do PL, que terá a maior bancada do Senado a partir de fevereiro, com 29 parlamentares.
Alcolumbre também teria sinalizado que não pretende colocar em votação pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente de Alexandre de Moraes, com quem mantém proximidade. Paralelamente, ele articula apoio à indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para uma vaga no STF.
A movimentação ocorre em meio a uma articulação entre Senado, governo e partidos do Centrão, que envolve a manutenção de Hugo Motta na presidência da Câmara e interesses políticos para a próxima legislatura. Para enfrentar o PL, que avalia lançar Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Alcolumbre aposta na união de partidos que compõem o bloco de centro em uma disputa que pode definir o comando do Senado e o destino de pautas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo.
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