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Comentarista político americano defende deportação de Flávio Bolsonaro caso ele chegue aos Estados Unidos
Isaiah Martin reagiu a publicação que afirma que o senador brasileiro estaria sob proteção norte-americana
27/10/2026 17h33
Por: VV8 REDAÇÃO
X/Reprodução

O comentarista político americano Isaiah Martin, crítico do presidente Donald Trump, defendeu a deportação de Flávio Bolsonaro (PL) dos Estados Unidos já no primeiro dia. A declaração foi feita nesta terça-feira (27/10), em resposta a uma publicação do advogado mexicano Simón Levy, aliado de Trump, que afirmou que o senador brasileiro chegou ao país sob proteção americana.

Em suas redes sociais, Martin escreveu: “Vamos deportá-lo no primeiro dia. Aliás, deveríamos deixar o Brasil prendê-lo no meio da noite, de helicóptero!”. A referência ao helicóptero remete à operação conduzida por forças americanas que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.

Na publicação que motivou a reação, Levy afirmou que Flávio não estava mais no Brasil e seguia para os Estados Unidos, alegando que uma operação de proteção americana estaria em andamento para garantir a segurança do senador. Martin afirmou ainda que não quer que recursos públicos dos Estados Unidos sejam usados para custear a segurança de Flávio e defendeu que os democratas investiguem eventuais gastos do governo Trump com a proteção e o transporte do senador brasileiro.

Em outras mensagens, Martin chamou os integrantes da família Bolsonaro de “imigrantes ilegais criminosos” e pediu que fossem deportados para o Brasil, afirmando não querer pagar pela segurança de "aquele bandido do Bolsonaro nos Estados Unidos".

Isaiah Martin é um comentarista político americano com presença em redes sociais como TikTok, Instagram e YouTube. Sua projeção aumentou após participação em um debate no canal Jubilee, onde enfrentou apoiadores do movimento Make America Great Again (MAGA).

A afirmação de Levy sobre a chegada de Flávio aos Estados Unidos faz parte de uma série de publicações nas quais o mexicano atribui ao senador um papel de liderança na oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir do exterior. Em artigo publicado na segunda-feira (26/10), intitulado “Operação Alba”, Levy relacionou a suposta saída de Flávio do Brasil a uma disputa política na América Latina e sustentou que Washington poderia ampliar a pressão econômica sobre o governo brasileiro.

Levy atribuiu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a articulação do suposto plano, mas não apresentou evidências públicas do envolvimento de Rubio nem detalhou como a operação teria sido organizada. No texto, Levy mencionou Venezuela, Cuba e México como países em uma estratégia americana de ampliação de influência regional. Sobre o Brasil, escreveu que Washington estaria “apertando o Brasil onde mais dói: no bolso”, sem especificar medidas concretas. A publicação não esclarece como Flávio organizaria a oposição a Lula a partir dos Estados Unidos ou quais seriam seus interlocutores no governo Trump.