
O PDT aprovou, nesta terça-feira (27/10), uma resolução que concede à executiva nacional poder para negociar federação, fusão ou incorporação com outras legendas. A medida ocorre após o partido não ter superado a cláusula de barreira nas eleições deste ano. O texto informa que a preferência da legenda é por uma federação com o PSB.
O PDT está entre os 16 partidos que ficaram abaixo dos requisitos para manter acesso ao fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão, segundo levantamento do Metrópoles com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O PSB superou o corte. O desempenho insuficiente não impede a existência ou a participação do PDT em eleições, mas compromete recursos para a estrutura do partido. A lista oficial de partidos e federações que cumpriram os requisitos será divulgada pelo TSE em janeiro de 2027. Até essa data, mudanças na contagem de votos, fusões e incorporações podem alterar o quadro; no caso de uma federação, o cenário só muda se a aliança for aprovada pelo TSE antes do início do novo Congresso, em fevereiro de 2027.
As opções discutidas possuem efeitos distintos: na federação, as siglas mantêm identidade, mas devem atuar juntas por quatro anos; na fusão, cria-se um novo partido; na incorporação, uma legenda é absorvida por outra. Para os partidos abaixo da barreira, a fusão e a incorporação permitem somar votos da última eleição para a Câmara dos Deputados para uma nova avaliação de requisitos.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, defendeu a manutenção da identidade da sigla em conversas com aliados. "Estamos buscando o avanço do partido a partir da proteção da nossa história e da nossa marca. Com as negociações avançando, vamos definir um caminho seguro e coerente para o PDT", afirmou o partido em nota. Lupi classificou a federação com o PSB como "o caminho natural", mas informou que mantém diálogo com outras legendas. Segundo ele, a definição política ocorrerá após encontro previsto para janeiro de 2027, em Niterói (RJ). Não há manifestação oficial do presidente do PSB, João Campos, sobre o tema até o momento.
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