
A bancada democrata do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos criticou, nesta terça-feira (27/10), o governo do presidente Donald Trump após a confirmação de que o Departamento de Estado emitirá vistos para o senador Flávio Bolsonaro e seus familiares. Em publicação na rede social X, o comitê afirmou que não há asilo para pessoas que fogem da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas que Rubio está "estendendo o tapete vermelho" para Bolsonaro, alegando que fugir da violência não se qualifica, enquanto negar os resultados das eleições sim. A publicação compartilhou informações sobre a emissão de vistos americanos à família do senador e destacou o tratamento dado pelo governo Trump aos brasileiros em comparação a refugiados barrados pela política migratória dos Estados Unidos.
Outros políticos do Partido Democrata também criticaram a decisão. O candidato democrata Isaiah Martin defendeu a deportação do senador, chamando-o de "imigrante ilegal criminoso" e afirmando que os contribuintes americanos arcariam com os custos para proteger a família Bolsonaro e suas viagens pelo país. Em postagem nas redes sociais, Martin escreveu: "Vamos deportá-lo no primeiro dia. Aliás, deveríamos deixar o Brasil prendê-lo no meio da noite, de helicóptero!". O deputado Joaquin Castro também questionou a possibilidade de Flávio obter asilo nos Estados Unidos, afirmando na rede social Threads que "perder uma eleição não é motivo para pedir asilo".
O senador Flávio entrou na Argentina na noite desta terça-feira (27/10) e deixou o país 40 minutos depois em um voo privado da companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, conforme confirmado pelo governo argentino. O senador não poderia deixar o Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (27/10), o magistrado determinou que Flávio entregasse os passaportes após pedido da Polícia Federal devido ao risco de fuga. A medida foi tomada no âmbito do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
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