
Uma reportagem do jornal norte-americano The New York Times revelou detalhes sobre a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Segundo a publicação, Jason Miller, aliado próximo de Donald Trump e ligado à comunicação da Casa Branca, teria articulado o jato particular utilizado pelo senador brasileiro. De acordo com o relato, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller após uma ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo os passaportes de Flávio. A reportagem descreve a atuação de aliados políticos nos bastidores da viagem.
O voo partiu da Argentina na noite de terça-feira, 27 de outubro, e fez uma escala técnica no Equador para reabastecimento, seguindo para o aeroporto executivo de Opa-Locka, na região de Miami, na Flórida. A viagem chamou atenção pelo suposto envolvimento de pessoas próximas ao presidente Donald Trump na organização do deslocamento. As informações foram repercutidas por veículos brasileiros com base na reportagem do jornal norte-americano.
Outro ponto abordado diz respeito à situação migratória de Flávio Bolsonaro e de sua família nos Estados Unidos. Segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles, o senador, a esposa, Fernanda, e as duas filhas entraram no país com autorização de parole humanitário, identificada pela categoria DT. O mecanismo permite a entrada e a permanência temporária de estrangeiros em circunstâncias específicas, conforme as condições estabelecidas pelas autoridades migratórias norte-americanas. A autorização não equivale, por si só, à concessão de residência permanente.
De acordo com os documentos mencionados nas reportagens, a permissão concedida à família prevê um período inicial de permanência de um ano, com prazo até 27 de outubro de 2027. A continuidade da estadia depende das condições aplicáveis ao status migratório e das decisões das autoridades competentes. A reportagem também aponta que a autorização pode abrir caminho para que Flávio Bolsonaro solicite o Green Card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. A possibilidade de apresentar o pedido, entretanto, não significa que a aprovação seja automática.
Fontes citadas pelo The New York Times indicaram que o processo poderia ocorrer de forma acelerada, em referência ao caso de Eduardo Bolsonaro. Ainda assim, eventuais procedimentos e decisões migratórias dependem das regras norte-americanas e da análise das autoridades responsáveis. Os relatos sobre a organização do voo e a situação migratória da família acrescentam elementos ao debate político em torno da viagem. As informações foram atribuídas às reportagens do The New York Times e do Metrópoles, sem que isso signifique, por si só, comprovação de todas as interpretações políticas associadas ao episódio.
Mín. 17° Máx. 26°