Internacional DEFESA MILITAR
Pentágono prepara planejamento militar para possível ofensiva contra o Irã
Forças americanas avançam em preparativos enquanto Washington mantém negociações diplomáticas no Oriente Médio
29/10/2026 22h09
Por: VV8 REDAÇÃO

O governo dos Estados Unidos intensificou os preparativos militares para uma possível ofensiva de grande escala contra o Irã. A movimentação envolve o Pentágono, o Comando Central americano (CENTCOM) e autoridades militares de Israel, diante do agravamento das tensões na região. Segundo reportagem do portal Axios, assinada pelo jornalista Barak Ravid, o Pentágono recebeu orientações para concluir os planos e preparativos de uma eventual campanha militar contra o território iraniano, que poderá atingir instalações do programa nuclear, estruturas de energia e usinas elétricas.

O planejamento militar também envolve uma articulação entre Washington e Tel Aviv. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel teria se reunido com representantes do comando americano para alinhar estratégias e discutir os possíveis desdobramentos de uma ofensiva conjunta. Apesar do avanço dos preparativos, o presidente Donald Trump enfrenta um dilema sobre o momento de autorizar a operação. De acordo com fontes ouvidas pelo Axios, Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discutiram a possibilidade de iniciar os ataques imediatamente ou aguardar um momento politicamente mais favorável, considerando fatores como o calendário eleitoral nos Estados Unidos e em Israel diante dos impactos de uma guerra prolongada.

Enquanto os preparativos militares avançam, países árabes tentam evitar uma escalada. Mediadores liderados pelo Catar trabalham para convencer o governo iraniano a aceitar condições relacionadas às inspeções nucleares e retomar as negociações com os Estados Unidos. A iniciativa diplomática ocorre em meio a alertas de que uma eventual operação poderia resultar em uma campanha de bombardeios de grande intensidade, com possibilidade de uma ofensiva concentrada em vários dias caso as negociações fracassem.

Outro fator que elevou a preocupação americana foram relatórios de inteligência sobre possíveis planos iranianos para atingir diplomatas dos Estados Unidos no Oriente Médio. Diante das ameaças, Washington adotou medidas de segurança e iniciou a retirada de funcionários não essenciais de representações diplomáticas na região. O cenário aumenta o risco de um confronto com consequências que podem ultrapassar as fronteiras iranianas, uma vez que uma ofensiva americana ou israelense poderia provocar retaliações de Teerã, atingir interesses militares e diplomáticos ocidentais e ampliar a instabilidade em uma região estratégica para o mercado internacional de energia.

Até o momento, não há confirmação de que Trump tenha autorizado o início dos bombardeios. Os preparativos militares e as negociações diplomáticas seguem em paralelo, enquanto Washington avalia os custos políticos e estratégicos de uma possível guerra. A decisão do presidente americano poderá definir se a crise caminhará para um acordo ou para uma nova escalada militar no Oriente Médio.