Entretenimento REDES SOCIAIS
Youtuber faz declarações sobre bandeiras de Israel em igrejas evangélicas
Helder Maldonado, do canal Galãs Feios, é alvo de nota conjunta de repúdio por parlamentares e lideranças religiosas
01/11/2026 13h37
Por: VV8 REDAÇÃO
Reprodução/Redes sociais

O youtuber Helder Maldonado, do canal Galãs Feios, publicou vídeo nas redes sociais em que incentiva apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a queimarem bandeiras de Israel presentes em igrejas evangélicas. No vídeo, Maldonado afirma: “Tem bandeirinha de Israel na tua [sic] igreja? Tem? Tá preso, caralho”, e chama de “traidor da pátria” quem exibe o símbolo israelense em locais de culto. Ele declarou ainda que as pessoas devem retirar as bandeiras ou que "a gente bota fogo".

Na última sexta-feira, 30, a Frente Parlamentar Brasil-Israel do Congresso Nacional e as frentes evangélicas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal divulgaram uma nota conjunta de repúdio às declarações. Os parlamentares afirmaram ser inadmissível que líderes religiosos e comunidades de fé sejam alvo de manifestações de intolerância e incitação à violência em razão de suas convicções ou símbolos adotados, ressaltando que a Constituição Federal assegura a liberdade de crença e a proteção aos locais de culto. O documento foi assinado pela deputada Carla Dickson (PL-RN), pelo senador Carlos Viana (PL-MG) e pela deputada Greyce Elias (PL-MG), e solicita apuração do episódio pelas autoridades competentes.

No vídeo que circula nas redes sociais, Maldonado comentou o resultado da eleição presidencial e mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele afirmou que foi vencida uma "ideia de país" e de sociedade que precisaria ser combatida. O youtuber citou os evangélicos como um dos grupos a serem combatidos e criticou o que chamou de “projeto de poder israelense norte-americano” no Brasil.

Dois dias antes da nota das frentes parlamentares, Maldonado publicou no X críticas à presença de bandeiras de Israel e dos Estados Unidos no Brasil, classificando a prática como “colonialismo mental”. O youtuber afirmou que tal conduta integraria uma operação de influência do Mossad e da CIA.