
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro classificou como "exitosa" a saída do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), dos Estados Unidos durante uma transmissão no YouTube em 3 de novembro de 2026. Em vídeo de cerca de 50 minutos, que foi o primeiro após a ida de Flávio ao exterior, Eduardo afirmou haver "indícios de fraude" no segundo turno das eleições presidenciais, mencionando a extensão do horário de votação como fator que influenciou o resultado.
Durante a transmissão, o ex-deputado justificou o uso do termo "indícios" devido à estrutura do sistema eleitoral e criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender em duas horas o horário de votação a pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Eduardo citou plataformas de previsão como a Polymarket, que indicava 87,7% de chance de vitória de Flávio antes da prorrogação, e comparou a medida à eleição da Venezuela em 2015. Ele também exibiu um áudio sobre adesivos em ônibus em Salvador e mencionou 106 urnas onde Flávio não obteve votos enquanto Lula somou quase 15 mil.
O ex-deputado criticou o fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) organizar e julgar as eleições, afirmando que a instituição não declararia culpa por conflitos que ela mesma organiza. A transmissão incluiu trechos de uma entrevista de Santiago Abascal, líder do partido espanhol Vox, e uma publicação do presidente da Argentina, Javier Milei, sobre impostos no Brasil.
Sobre a saída de Flávio Bolsonaro, Eduardo mencionou que a Polícia Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, a apreensão do passaporte do senador após a confirmação do resultado das eleições. O ex-deputado afirmou que a ordem para entrega do documento em 24 horas foi um erro dos adversários e detalhou o trajeto do irmão até os Estados Unidos via Argentina. Ele mencionou que a Casa Branca concedeu ao senador e à família um ano de permanência por razões humanitárias, citando o apoio do presidente norte-americano, Donald Trump, e o papel do secretário de Estado, Marco Rubio.
Ao final da transmissão, Eduardo Bolsonaro previu uma crise econômica no mandato de Lula e defendeu o impeachment do presidente. Ele comparou a situação atual aos casos de Fernando Collor e Dilma Rousseff, afirmando que haveria mais parlamentares à direita para pressionar pelo afastamento do atual mandatário.
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