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Presidente do Banco Central do Paraguai renuncia após crise em banco digital

Carlos Carvallo apresentou renúncia a pedido do presidente Santiago Peña após o Ueno Bank ser identificado com insuficiência de capital

04/11/2026 às 10h48
Por: VV8 REDAÇÃO
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Reprodução/Banco Central del Paraguay
Reprodução/Banco Central del Paraguay

O Banco Central do Paraguai iniciou um processo de resolução do Ueno Bank, uma das principais instituições digitais do país, após detectar insuficiência de capital. A situação levou à renúncia do presidente do órgão regulador, Carlos Carvallo, nesta terça-feira (3/11). Carvallo apresentou a renúncia a pedido do presidente paraguaio, Santiago Peña, mas afirmou que permanecerá no cargo durante o processo de resolução para garantir a continuidade dos trabalhos.

A saída ocorre em meio a questionamentos sobre a supervisão do Ueno e as relações políticas envolvendo a instituição. Carvallo presidiu o banco antes de assumir o comando do Banco Central, em 2023. Santiago Peña foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025. O Ministério Público paraguaio solicitou a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de dirigentes ligados à instituição. As apurações envolvem suspeitas relacionadas à gestão e a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao grupo controlador.

O procedimento de resolução busca proteger os depositantes e preservar a estabilidade financeira. A autoridade monetária informou que auditores foram designados para avaliar a situação patrimonial do banco. Durante o período, clientes encontraram agências fechadas e ficaram temporariamente impedidos de movimentar dinheiro pelo aplicativo. O Ueno Bank possui cerca de 3 milhões de clientes e administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo aposentados que recebem benefícios pela instituição.

O Banco Central informou que os depósitos estão cobertos por uma garantia de até 75 salários mínimos, o que equivale a aproximadamente US$ 38 mil por cliente. Segundo estimativas preliminares, o limite deve proteger cerca de 97% dos depositantes. O governo anunciou a intenção de acelerar, por meio de um projeto de lei, os pagamentos aos correntistas e assegurar a devolução de recursos públicos e de fundos de aposentadoria. O Banco Central afirmou que o caso é isolado e não indica problemas generalizados no sistema financeiro do país.

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