Geral POLÍTICA
Eleições nos Estados Unidos e novos tributos são entre os destaques da semana
Resumo das principais notícias inclui desdobramentos políticos no Paraguai e medidas de fiscalização financeira.
07/11/2026 09h39
Por: VV8 REDAÇÃO
Foto: Gazeta do Povo

A principal notícia internacional da semana foi a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. Os democratas retomaram o controle da Câmara e do Senado, o que, segundo analistas, impõe dificuldades para o presidente Donald Trump aprovar sua agenda nos dois últimos anos de mandato. A mudança teria reflexos na política brasileira, com analistas avaliando que a perda de influência dos republicanos enfraquece momentaneamente o movimento conservador internacional liderado por Trump, mas não altera a situação de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos nem rompe os vínculos políticos entre a direita brasileira e a Casa Branca.

Na política nacional, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, aceitou a tramitação da ação do Partido Novo que pede a cassação e a inelegibilidade por oito anos de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. A legenda sustenta que o governo utilizou medidas provisórias, benefícios sociais e incentivos econômicos em volume incomum durante o período eleitoral, caracterizando suposto abuso de poder político. O processo está em fase inicial e as defesas terão oportunidade de apresentar manifestações antes da análise do mérito.

No Paraguai, uma crise política foi desencadeada pelo colapso do Ueno Bank, gerando investigações, protestos e pedidos de impeachment contra o presidente Santiago Peña. O banco administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos e previdenciários, e a situação expôs questionamentos sobre fiscalização financeira e conflitos de interesse. Paralelamente, o governo paraguaio iniciou um programa para regularizar e receber imigrantes brasileiros após o aumento de buscas por termos relacionados à mudança para o país vizinho após as eleições brasileiras. Entre os fatores citados como atrativos estão a carga tributária menor, custo de vida reduzido, facilidade migratória no Mercosul e ambiente favorável para negócios.

Na economia, o debate sobre o Imposto Seletivo, denominado "imposto do pecado", voltou ao centro das discussões. O governo deve definir as alíquotas do tributo previsto na reforma tributária, que pode atingir produtos como bebidas alcoólicas, cigarros, refrigerantes, veículos e apostas online. A expectativa do mercado é de impacto relevante sobre preços e arrecadação, com o governo estimando obter cerca de R$ 41,9 bilhões em receitas. Especialistas acompanham os possíveis efeitos para consumidores e empresas.