
Candidatos apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistaram 17 das 54 vagas em disputa no Senado neste domingo (4/10), resultado que mostra a força do bloco de centro-esquerda e seus parceiros. As vitórias ocorreram em 10 estados, sendo compostas por seis nomes diretamente do PT e onze representantes de partidos aliados, como o PSB, MDB e Rede. Entre os eleitos estão sete senadores reeleitos, incluindo Cid Gomes (PSB) e Rogério Carvalho (PT), consolidando a presença petista na Casa Alta.
Em contraste direto com a performance da chapa presidencial, candidatos alinhados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) asseguraram 30 das 54 cadeiras em disputa, um número quase o dobro daqueles que representam os aliados de Lula. Em importantes estados como Bahia, Ceará, Pará, Pernambuco, Paraíba e Piauí, foram justamente os dois nomes apoiados pelo presidente Lula quem garantiram as duas vagas disponíveis.
Apesar dos sucessos pontuais, a campanha do PT enfrentou grandes desgastes em outras regiões. Foram 15 estados onde nenhum nome apoiado por Lula conseguiu se eleger, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro. Este cenário reforça o desafio da base aliada em manter o engajamento eleitoral fora de seu núcleo tradicional, enquanto Flávio Bolsonaro demonstra uma capilaridade maior no país.
Apesar deste resultado expressivo a favor dos adversários, Lula havia feito um apelo enfático aos seus apoiadores na semana passada, pedindo que eles "não deixem que a direita faça maioria no Senado", alertando que o grupo oposicionista transformaria o país "em um inferno". A conquista de 30 cadeiras pelos aliados do PL mostra que essa máxima da esquerda está sendo testada; embora ainda não tenha sido atingida, a margem de vitória dos conservadores é substancial.
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