
As eleições brasileiras deste domingo, 4/10, que colocaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, foram palco de uma performance política que chamou a atenção do cenário global. O The Guardian destacou enfaticamente que o resultado alcançado por Flávio foi "melhor do que o esperado", classificando-o como um "grande favorito" para avançar contra o atual presidente. A avaliação da BBC reforça essa tese, afirmando que o desempenho bolsonarista superou as expectativas e que a disputa está aparentemente "sob seu controle".
A análise internacional não se limitou ao aspecto doméstico. A CNN Internacional projetou que este pleito tem potencial para "remodelar a América Latina", pois uma vitória de Flávio consolidaria um "poderoso aliado ideológico" para Donald Trump, fortalecendo ainda mais a posição dos Estados Unidos no combate à influência chinesa no hemisfério. O Le Monde ressaltou a descrença entre os apoiadores da esquerda, citando cenas onde eleitores checavam seus celulares com nervosismo ou se resignavam ao resultado, afirmando que é "inegável" o vigor do bolsonarismo brasileiro.
Já o El País apontou que Flávio está prestes a levar a extrema-direita de volta ao poder no Brasil. Além disso, o jornal espanhol lembrou que, apesar das investigações por corrupção que cercam o senador, sua prioridade será conceder o indulto ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Estes fatos confirmam a força da chapa do PL e a vulnerabilidade do projeto de Lula e sua base aliada.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro conquistou 47,03% dos votos, superando os 45,16% registrados por Lula. Este resultado leva ambos à disputa final marcada para 25 de outubro. Flávio, que disputa a Presidência pela primeira vez, é senador desde 2019 e foi um forte nome da ala conservadora do Congresso. Por sua vez, Lula busca seu quarto mandato presidencial aos 80 anos, retornando ao Planalto em 2023 após derrotar Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
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