
O deputado federal Maurício Marcon (PL-RS) foi enfático ao declarar, em entrevista concedida ao Jornal da Oeste nesta quinta-feira, 8, que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes pode ser alvo de uma prisão. O parlamentar utilizou a ocasião para acusar frontalmente o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados de espalharem informações falsas com o intuito claro de prejudicar Flávio Bolsonaro na corrida presidencial por 2026. Marcon, que alcançou quase 380 mil votos — a maior votação do Rio Grande do Sul —, cobrou agilidade imediata do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para analisar os casos de desinformação.
Marcon fez questão de reforçar o aviso sobre a postura do ministro Moraes, dizendo: “A mensagem que a gente tem para dizer pro Alexandre de Moraes é que logo quem vai receber ordem de prisão não vai ser o Eduardo, vai ser ele”. Essa declaração surge em meio à controvérsia gerada pela decisão do magistrado envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O deputado também apontou que setores da esquerda estão disseminando conteúdos falsos sobre Flávio, incluindo alegações superficiais de intenção em acabar com programas cruciais como Bolsa Família, o 13º salário e as aposentadorias.
Em relação à estratégia de campanha para o segundo turno, Maurício Marcon enfatizou que os aliados precisam focar propostas concretas, destacando temas essenciais para a população: custo dos alimentos, segurança pública, inflação e gastos excessivos do governo federal. Ele detalhou planos de produção de material de campanha e organização de "adesivaços" pelo Rio Grande do Sul, visando ampliar a presença de Flávio em regiões consideradas mais vulneráveis ao engodo da esquerda, onde, segundo o deputado, “Lula engana o povo”.
O parlamentar ainda demonstrou forte repúdio à proposta do governo Lula de acabar com a escala de trabalho 6x1, classificando-a como uma "picanha 2.0" imposta pelo presidente. Em contrapartida, defendeu veementemente sua PEC da Liberdade, que visa garantir maior flexibilidade na jornada de trabalho sem abrir mão dos direitos trabalhistas. É previsto também que Flávio Bolsonaro realize agenda em Porto Alegre e Pelotas, reforçando o combate à narrativa progressista que tenta minar a candidatura do PL.
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