
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reagiu nesta quinta-feira (8) com veemência à decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes. A determinação judicial exigia o cumprimento imediato da pena de quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, imposta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O senador brasileiro não mediu palavras ao criticar a Corte Suprema, afirmando que tal deliberação gerou uma "grande quantidade de votos de revolta", o que se reflete no apoio de 50 senadores favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo.
Durante sua live, Flávio Bolsonaro foi direto em seu pedido: "Faça esse bem para a nação, Alexandre de Moraes, renuncie e responda na Justiça pelos seus atos". A ação judicial é vista como um claro sinal de insatisfação popular com o Judiciário ativista, especialmente diante da percepção de decisões arbitrárias que parecem minar a estabilidade política do país.
Eduardo Bolsonaro corroborou a crítica ao ministro, classificando a ordem como "arbitrária" e "inócua", visto que ele reside nos Estados Unidos desde março de 2025. Em nota oficial, o ex-deputado afirmou que Alexandre de Moraes mais uma vez "tumultua o país com uma decisão arbitrária, inoportuna e inócua". Esse movimento é interpretado por Eduardo como uma manobra para acirrar os ânimos no período eleitoral, sendo um claro recado antes das urnas.
O endosso do governo americano ao ex-deputado, que concedeu o Green Card em julho deste ano, reforça a perspectiva de que a decisão de Moraes é politicamente carregada. Eduardo Bolsonaro salientou que, com o apoio popular, "no próximo dia 25, o povo brasileiro dará o seu recado final elegendo Flávio Bolsonaro, que, com o novo Congresso, vai restaurar a normalidade no Brasil". Essa disputa judicial serve, assim, como um prelúdio da batalha eleitoral onde as pautas conservadoras e de ordem, representadas por Flávio, buscam reverter o cenário de instabilidade criado pelas intervenções judiciais.
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