
A Polícia Federal (PF) comunicou em 9 de outubro de 2026 que rejeitou a delação premiada oferecida pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, devido à insuficiência de provas que confirmassem a credibilidade dos seus relatos. Essa decisão veio após uma reportagem publicada pela revista Veja, na qual era apontado que Vorcaro teria negociado com representantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o financiamento de um filme sobre o petista. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também avaliou a proposta como carente de evidências suficientes para ser aceita formalmente.
Em manifestação à imprensa nesta sexta-feira, 9, a corporação policial afirmou que faltavam elementos mínimos capazes de corroborar os depoimentos do ex-banqueiro. A PF respondeu especificamente aos questionamentos gerados pela matéria da revista Veja, na qual o ex-banqueiro teria negociado com interlocutores do presidente Lula o financiamento desse referido filme sobre ele.
Diversos integrantes do governo e membros do PT alegam que a delação de Vorcaro faz parte de um "acordão" estratégico visando tanto a eleição de Flávio Bolsonaro quanto a soltura do próprio Daniel Vorcaro. Nessa linha de raciocínio, o ex-banqueiro apresentaria denúncias contra Lula em troca de favorecer o senador nas eleições; caso eleito, Flávio ajudaria na articulação da liberação de Vorcaro.
Entretanto, não há, até o momento, nenhum indício concreto que sustente a existência desse suposto acordo político. A rejeição da PF e da PGR reforça o ceticismo sobre as alegações apresentadas por Daniel Vorcaro, enquanto os aliados do presidente Lula defendem que tudo parte de uma manobra política orquestrada para beneficiar Flávio Bolsonaro no pleito de 2026.
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