
Após ser derrotado pelo Douglas Ruas (PL) na disputa pela governadoria do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) deverá intensificar seu apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A mudança de postura vem após críticas severas internas ao PT, que apontaram a recusa de Paes em destacar publicamente o presidente na fase inicial da campanha, gerando claro desconforto na base governista petista. Há grande expectativa de que o ex-prefeito comece a se manifestar de forma mais explícita e enfática nas redes sociais para ajudar a impulsionar a candidatura do petista.
Setores do PT apontaram que Paes chegou a "esconder" Lula, evitando aparições públicas ao lado do presidente e omitindo menções em declarações e entrevistas, uma atitude que teria incomodado o próprio Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa de campanha é justamente utilizar este apoio mais explícito para atrair um novo perfil de eleitor fluminense, especialmente nas regiões onde a votação azulada deu um susto no governo federal.
A preocupação se justifica pelos números: no primeiro turno, Lula não conseguiu aumentar sua votação em áreas importantes do Rio, como a Baixada Fluminense. Em Duque de Caxias (RJ), por exemplo, o petista registrou 18.964 votos a menos que em 2022, enquanto Nova Iguaçu (RJ) viu uma queda de 13.419 votos e São João de Meriti (RJ) perdeu 11.368. O PT observa ainda com cautela os demais membros do PSD, pois deputados estaduais e federais da legenda ainda não se manifestaram publicamente a favor do presidente Lula.
Mesmo aceitando a derrota eleitoral no Rio, Paes sinalizou compromisso firme com o atual cenário político estadual ao afirmar em nota que "o PSD e o nosso grupo político seguirão vigilantes, acompanhando e cobrando resultados de um governo que representa a continuidade do grupo político que está no poder há oito anos". Esta declaração já expõe a crítica implícita à gestão petista: a manutenção de um *status quo* confortável para a base.
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