
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), apresentou uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acusando-o de utilizar a estrutura da corporação para beneficiar diretamente o Partido dos Trabalhadores, partido do presidente Lula e candidato à reeleição. A defesa do senador pleiteou que Rodrigues fosse investigado por anunciar publicamente uma apuração sobre a suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026, evento ocorrido no dia do primeiro turno.
No momento do anúncio, feito em coletiva oficial na ocasião, Rodrigues informou que havia recebido representação da AGU sugerindo o início da apuração e confirmou: "É uma investigação em andamento, um procedimento prévio." Contudo, a narrativa foi contraditória, pois no mesmo dia ele afirmou não haver "nenhum indicativo concreto de interferência internacional". O fato gerou impacto político imediato à candidatura de Flávio Bolsonaro, conforme argumenta a defesa.
Os advogados do senador reforçaram que essa divulgação pontual, sem lastro probatório evidente, representa um uso indevido dos serviços públicos para favorecer o PT. Eles detalharam que a AGU protocolou a representação em 1º de outubro de 2026 com base em uma reportagem do The Guardian, que mencionava o debate norte-americano sobre a alocação de US$ 1 milhão para programa brasileiro. Apesar disso, os advogados apontam que o anúncio feito no dia 4 de outubro — data da votação— aproveitava exclusivamente à campanha liderada pelo PT.
A linha do tempo consolidou a suspeita levantada por Flávio Bolsonaro. O presidente do TSE, Nunes Marques, já havia declarado em 4 de outubro de 2026 que não houve indícios concretos de interferência internacional. Posteriormente, a PGR arquivou o pedido da AGU por falta de elementos mínimos de prova e, em 7 de outubro de 2026, a própria PF deu baixa no procedimento preliminar por ausência de justa causa após despachos da Diretoria de Inteligência Policial e da Corregedoria-Geral.
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