
A Escola Olodum funciona como ferramenta pedagógica gratuita no Parque Oziel, em Campinas (SP), utilizando o som dos tambores para modificar a rotina de crianças e jovens da comunidade. Desde maio deste ano, a unidade atende mais de 200 alunos com atividades voltadas ao desenvolvimento social, educacional e cultural. Esta unidade é a única do projeto localizada fora das capitais, sendo que as demais funcionam em Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ), oferecendo o serviço na sede de uma iniciativa social durante o contraturno escolar.
A oportunidade atrai participantes de diversas regiões da cidade. Alexsandro Guilherme da Silva Santos, de 17 anos, reside próximo ao Aeroporto Internacional de Viracopos e utiliza cerca de 40 minutos de ônibus para frequentar as aulas. João Miguel Silveira, de 11 anos, filho de Kiara Ferreira da Silva, entrou no projeto por incentivo materno e manifesta interesse em se tornar professor do Olodum. Manuelly da Silva Costa, de 10 anos, tem sua participação acompanhada com satisfação pela mãe, Maria Ednalva Monteiro Silva. O professor Otávio Andrade relatou que observou mudanças comportamentais, notando que muitos participantes retornam para casa estudando mais após o primeiro mês no projeto.
Além das técnicas de percussão, o projeto abrange temas como convivência, respeito às diferenças, criatividade e pertencimento, seguindo metodologia estabelecida pelo Olodum em Salvador. A coordenação da unidade explica que o objetivo é ampliar o acesso a conhecimentos diversos, incluindo aulas de educação financeira. Fabiana Grande, coordenadora da escola, afirmou que os alunos saem do projeto não apenas aprendendo musicalidade, mas também compreendendo valores, empatia e cuidado com a comunidade.
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