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TSE veta campanha do PT que tenta manchar Flávio Bolsonaro com acusação de barrar o fim da escala 6x1

A decisão atendeu a pedido dele, pois o partido tentava comprometer a imagem de Flávio Bolsonaro ao vincular o candidato à jornada tradicional

12/10/2026 às 17h43
Por: VV8 REDAÇÃO
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Andressa Anholete/STF
Andressa Anholete/STF

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vetou no domingo 11 anúncios pagos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que apresentavam Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como adversário direto da proposta de mudança na jornada de trabalho 6×1. A decisão foi tomada após um pedido formal da equipe eleitoral do senador, que contestou especificamente um vídeo patrocinado pelo PT no Facebook, entendendo que a campanha ultrapassou os limites permitidos ao atacar negativamente a imagem de Flávio Bolsonaro.

O magistrado entendeu que o material impulsionado pela chapa petista buscou comprometer a reputação do candidato do PL ao vinculá-lo à manutenção da jornada 6×1, enquanto na verdade ele defende um modelo alternativo. Segundo declarações prestadas à imprensa, Flávio propõe uma organização do expediente que permite aos profissionais negociar diretamente com os empregadores a quantidade de horas trabalhadas, conferindo maior liberdade de escolha ao trabalhador – pauta sempre defendida pela direita. A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) referente à substituição desse regime está marcada para esta quarta-feira, 14, em primeiro turno.

Na fundamentação do veto, Mendonça destacou que a propaganda petista não se limitou a apontar oposição, mas insinuou características negativas sobre Flávio. O material alegava que ele atuava intensamente para barrar a proposta e também sugeria sua suposta insensibilidade ao vincular sua posição à dificuldade de convivência das mães com os filhos, mencionando ainda uma afirmação sobre trabalhar somente três dias por semana. As peças publicitárias haviam circulado entre 12 e 14 de setembro, mas a ordem judicial impediu novas contratações, determinando que a Meta retirasse definitivamente os anúncios após dois desembolsos registrados: R$ 10,4 mil e R$ 15,4 mil.

A ofensiva do PT não parou por aí. No mesmo domingo, Kassio Nunes Marques ordenou ainda a remoção de uma propaganda televisiva da candidatura de Lula que fazia referência à suposta ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro envolvido no caso Banco Master, e também citava investigações sobre uma acusação de estupro envolvendo Alfredo Gaspar, membro da chapa do PL como vice. Além disso, um bloqueio temporário foi imposto ao canal de WhatsApp Exército do Lula, reforçando a pressão política exercida pelo PT contra os candidatos do PL na reta final das eleições de 2026.

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