
O senador Sergio Moro (PL), governador eleito do Paraná, declarou em 15 de outubro de 2026 que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 não é apropriado durante o período pré-eleitoral. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado foi aprovada pelo Congresso Nacional em 14 de outubro, com 75 votos favoráveis e um contrário.
O senador Sergio Moro (PL), governador eleito do Paraná, afirmou nesta quinta-feira, 15, que o período pré-eleitoral “não é o momento adequado” para o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1. A PEC que trata do tema foi aprovada na noite desta quarta-feira, 14, pelo Congresso Nacional, com a votação em dois turnos pelo Senado. O texto já havia passado pela Câmara dos Deputados e seguirá para promulgação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O fim da escala 6x1 era uma das principais bandeiras da campanha de Lula à reeleição e foi encampada por lideranças e partidos de esquerda. O projeto foi aprovado com 75 votos favoráveis, um contrário e três abstenções. Um dos senadores que se absteve foi Sergio Moro. Em mensagem publicada na rede social X, o governador eleito do Paraná escreveu: “Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo”.
Moro afirmou que, por esse motivo, optou por não votar a proposta, alegando que o período eleitoral não é o momento adequado para o debate. Além de Moro, os outros dois senadores que se abstiveram foram Rogério Marinho (PL-RN) e Márcio Bittar (PL-AC). O único voto contrário à proposta foi do senador e ex-vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos-DF).
A PEC diminui a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. O projeto apoiado pelo governo Lula foi aprovado a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, que ocorre em 25 de outubro. Segundo o texto aprovado, haverá um prazo de dois meses para que passem a valer os dois dias de folga por semana e, inicialmente, uma redução da jornada de 44 para 42 horas semanais. Após um ano, o teto chegará às 40 horas semanais.
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