
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (15/10), que a responsabilidade pela desaprovação do governo e pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, no qual o petista ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), é "toda" dele. A declaração ocorreu durante sabatina ao Jornal Nacional.
Lula afirmou que, como representante do governo, não pode atribuir a culpa a terceiros caso não tenha sido compreendido pela sociedade brasileira sobre as ações de seu mandato. O titular do Planalto declarou: “Eu acho que tudo é responsabilidade minha. Eu sou o governo, então se eu não consegui ser compreendido pela sociedade brasileira sobre o governo que fiz, eu não posso ficar jogando a culpa em ninguém. Eu tenho que jogar a culpa em mim, porque se quando as coisas dão certo, sou eu que ganho. Quando elas não dão certo, sou eu que perco. Então, a responsabilidade é toda minha”.
No primeiro turno, Lula recebeu 53.879.538 votos, o que corresponde a 45,16% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 56.104.268 votos, totalizando 47,03% dos válidos.
Após o primeiro turno, Lula admitiu em reunião interna com o partido que sua campanha à reeleição ficou abaixo do esperado e foi a "menos organizada" em que participou desde 1989. O presidente reconheceu que houve “alguma dificuldade” para transmitir ao eleitor os feitos de seu terceiro mandato.
Lula mencionou que foram necessários dois anos e meio para tentar recuperar o país e afirmou que, no momento do voto em 2022, a situação era diferente do período de "momento de ouro" em 2010. O petista declarou que houve dez ministérios desmontados e que quase tudo estava desmontado no país. Ele lamentou não ter tido a capacidade de “fazer o povo compreender” as ações realizadas por ele, ressaltando que foram muitas coisas. O presidente concluiu afirmando estar consciente de que os adversários ganharão as eleições.
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