
No programa Última Análise, exibido pela Gazeta do Povo nesta quinta-feira (15), comentaristas debateram duas pesquisas presidenciais recentes e a aprovação pelo Senado Federal de projetos que perdoam dívidas tributárias de Microempreendedores Individuais (MEIs). De acordo com o instituto Datafolha, Flávio Bolsonaro possui 51% das intenções de voto e Lula 49%. Na pesquisa do instituto Palver, o candidato da direita registra 50% e o candidato da esquerda mantém o mesmo percentual.
O escritor Francisco Escorsim avaliou que a oscilação entre os números da pesquisa Palver ocorre na margem de erro e que o percentual de Lula não mudou desde o primeiro turno. Ele afirmou ser provável que a diferença seja maior do que a apresentada e sugeriu que Flávio Bolsonaro estaria se guardando para a próxima semana. Em comparação, na última pesquisa Datafolha antes do 1º turno, publicada em 3 de outubro, Lula tinha 45% das intenções de votos válidos e Flávio registrava 42%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. No pleito, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula obteve 45,16%.
A advogada Fabiana Barroso afirmou que a diferença entre os candidatos será difícil de ser trabalhada pela campanha de Lula e afirmou que o petista está no "modo desespero", citando a quantidade de vídeos divulgados por ele. As pesquisas foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-08028/2026 (Palver) e BR-00466/2026 (Datafolha).
O Senado aprovou, com 78 votos favoráveis e nenhum contrário, projetos de lei que perdoam dívidas tributárias de MEIs, aumentam o teto de receita anual e permitem a contratação de até dois empregados. As propostas foram aprovadas após tramitação em regime de urgência. Sobre a medida, a advogada Fabiana Barroso classificou a ação como "oportunismo e irresponsabilidade", alegando ausência de comprometimento com as contas públicas e questionando a origem dos recursos para o perdão das dívidas.
O tema do voto distrital também foi abordado por Francisco Escorsim, que mencionou a articulação do "centrão" após a consolidação da maioria conservadora no Congresso Nacional. Ele citou a tentativa de partidos da base de implementar uma minirreforma política para acabar com puxadores de voto, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por meio do sistema de voto distrital. Escorsim afirmou que o voto distrital iria reavivar o "voto de cabresto".
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