
O homem suspeito de incendiar a loja de maquiagem e o carro da ex-companheira, em Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia, possui 13 registros policiais envolvendo a mesma mulher. De acordo com a Polícia Militar (PM), as ocorrências foram registradas ao longo de aproximadamente quatro anos e incluem ameaças, lesão corporal, injúria, dano, difamação, roubo, sequestro e cárcere privado.
Identificado como Roogeres Souza Marques, de 37 anos, o homem foi preso na terça-feira (13/10), em Inhumas, após procurar abrigo na casa de uma amiga. Ele foi localizado em uma área de mata. A vítima é a empresária Mayzia Jacinto, de 36 anos. Os incêndios ocorreram na sexta-feira (9/10), após o término do relacionamento. O caso é investigado pelas autoridades como um episódio de violência doméstica.
Segundo a tenente-coronel Dayse Veiga, do 1º Batalhão Maria da Penha, o homem procurou abrigo na casa de uma amiga em Inhumas na madrugada de segunda-feira (12/10). Segundo a policial, ele teria informado que pretendia seguir para Barra do Garças, em Mato Grosso, utilizando um veículo por aplicativo. Em depoimento, o suspeito afirmou que havia entrado em contato com a irmã para que ela contratasse um advogado, pois já sabia da existência de um mandado de prisão. Ele também declarou que pretendia se apresentar à polícia.
Conforme a investigação, o homem decidiu pular o muro da residência onde estava e se esconder em uma área de mata após desconfiar de um veículo estacionado em frente ao imóvel. A Polícia Militar informou que os 13 registros envolvem a mesma vítima e abrangem diferentes tipos de ocorrência relacionados à violência doméstica, incluindo um registro de roubo. O caso é acompanhado pelas autoridades devido à repetição de episódios de violência contra a mesma mulher ao longo dos anos.
Os incêndios atingiram o veículo e o estabelecimento comercial de Mayzia Jacinto. A empresária relatou prejuízos expressivos após o fogo atingir a loja, que comercializava produtos de maquiagem, com valor estimado de R$ 650 mil. A investigação busca esclarecer as circunstâncias dos incêndios e a responsabilidade do suspeito pelos fatos. Ele deve ser considerado suspeito até que haja uma decisão judicial definitiva sobre as acusações.
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