
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), classificou como o “caso Zambelli” das eleições de 2026 o ato de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, realizado neste domingo (18/10). Durante o evento, manifestantes exibiram um míssil inflável com a frase “Trump, jogue uma bomba nuclear no Brasil” (“Trump nuke Brazil”, na tradução livre). Boulos afirmou que, independentemente do posicionamento político, ninguém deseja ver seu país bombardeado.
O ministro comparou a cena com o ocorrido antes do segundo turno das eleições de 2022, quando a ex-deputada federal Carla Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo armada com um revólver. O episódio foi registrado em vídeos e compartilhado nas redes sociais, sendo apontado por aliados de Jair Bolsonaro como uma das causas da derrota do ex-presidente na eleição contra Lula. A ex-parlamentar foi condenada, em agosto, a 5 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de multa e perda do mandato político. Zambelli está presa na Itália, onde tramita o processo de extradição para o Brasil. Ela também foi condenada em outro processo no STF sobre tentativa de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com sentença de 8 anos de prisão que transitou em julgado em junho.
A manifestação de Flávio Bolsonaro reuniu 71,9 mil pessoas na Avenida Paulista, segundo contagem realizada pelo Monitor do Debate Político, grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a ONG More in Common. O evento foi convocado em resposta à manifestação pró-Lula no domingo anterior (11/10). Segundo a campanha do petista, a caminhada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou com 1 milhão de pessoas. O levantamento do monitor da USP foi vetado pelos organizadores.
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