
O pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger atingiu 50 assinaturas. A iniciativa é da deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e requer mais 148 adesões para ser protocolada. O requerimento atual conta com o apoio de 39 deputados e 11 senadores. O objetivo da comissão é apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e eventual utilização da administração pública federal para atender a interesses privados.
A mobilização ocorre após Roberta Luchsinger declarar, em entrevista à CNN Brasil no sábado, 17, que pretende firmar um acordo de delação premiada. A empresária afirmou que poderia acrescentar informações às investigações e que não pouparia Lula nem o filho do presidente. A declaração de intenção não equivale à formalização de um acordo de colaboração.
Roberta e Lulinha são investigados em desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a benefícios do INSS. Ambos negam irregularidades. O presidente Lula também rejeitou as acusações e, em resposta à entrevista, afirmou que "desconhece inteiramente" as supostas tratativas mencionadas pela empresária e negou envolvimento com ela.
De acordo com a assessoria da senadora, os documentos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Polícia Federal (PF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e aos ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos.
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