
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, anunciou durante um ato de campanha em Marabá, no Pará, no dia 19 de outubro de 2026, propostas para endurecer punições criminais e ampliar a proteção à propriedade privada. Entre as medidas apresentadas pelo senador estão a aplicação de pena mínima de oito anos de prisão para o roubo de celulares e a castração química para condenados por estupro. O parlamentar também propôs a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas, iniciativa que já havia sido mencionada no debate presidencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 18 de outubro.
Durante o evento, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende iniciar uma ofensiva contra o crime organizado em janeiro de 2027, caso seja eleito. O senador associou o aumento das penas à recuperação do controle dos cidadãos sobre seus bens e declarou: "Eu vou, a partir de janeiro do ano que vem, declarar guerra aos narcoterroristas desse país. Eu vou devolver a sua soberania sobre o seu celular. Eu vou devolver a sua soberania sobre a sua bolsa, sobre a sua moto, sobre o seu carro, sobre a sua propriedade". O senador defendeu as medidas como parte de uma política para aumentar o rigor das punições e garantir a aplicação da lei, afirmando: "Eu vou prender ladrão de celular por no mínimo oito anos. Eu vou meter castração química em estuprador de mulher. É assim que a gente vai levar esse país, fazendo com que a lei valha para todo mundo".
No cronograma de compromissos no Pará, o candidato também prometeu ampliar a regularização fundiária no estado e apoiar obras em Marabá. Ele relacionou a titulação de terras à defesa da propriedade privada e à atividade produtiva, afirmando: "Eu vou fazer a maior regularização fundiária que o Pará já vive. A sua terra vai ser sua no papel. Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra". O candidato defendeu ainda a ampliação da prosperidade econômica na Região Norte. Após o ato em Marabá, Flávio Bolsonaro tinha previsão de seguir para Manaus, no Amazonas, para cumprir outros compromissos de campanha.
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