
O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou nesta terça-feira (20) o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de machismo em postagem na rede social X. A declaração de Milei fez referência a uma fala de Lula em entrevista ao SBT na segunda-feira (19), na qual o petista afirmou que o fim da escala 6x1 beneficiaria principalmente as mulheres, citando que o dia em que a mulher fica em casa é o dia em que ela mais trabalha por ter que limpar a casa da semana inteira.
Em sua publicação, Milei escreveu: “Os progressistas machistas... Depois, saem por aí acusando todos os seus oponentes de misóginos... a máscara desses delinquentes está caindo...”. O presidente argentino acrescentou ainda: “Espero que o último truque da campanha suja deles não inclua roubar a eleição... esquerdista ladrão”.
Na segunda-feira, Milei já havia se manifestado no X sobre a eleição brasileira ao comentar fala de Lula durante debate na Band sobre a perda de imunidade de Flávio Bolsonaro (PL), caso este não vença o presidente brasileiro no segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25). Na ocasião, Milei chamou Lula de “autoritário”.
Milei já havia manifestado apoio a Flávio em diversos momentos. No final de julho, o argentino participou da convenção do PL em São Paulo, onde o aliado foi confirmado como candidato à presidência. Na ocasião, ele chamou Lula de “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma série de comentários que incluíram acusações de interferência em eleições de outros países e liderança de uma campanha “anti-Argentina”. Tais declarações levaram o Brasil a rebaixar as relações entre os dois países, determinando que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornaria à Argentina.
Em entrevista ao jornal argentino Clarín em agosto, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, afirmou que a normalização das relações com a Argentina só ocorreria se Milei interrompesse as “agressões” contra Lula. Em setembro, após discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Milei declarou a jornalistas que esperava que o Brasil rompesse o "curso socialista decadente" e passasse a adotar ideias de liberdade para integrar o grupo de países livres. Na semana passada, em Washington, durante encontro com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o presidente argentino chamou Lula de “ditador comunista”.
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