
A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, de Campinas (SP), busca reaver o filho, Adam, que foi levado ao Egito pelo pai sem autorização em setembro de 2022. Após quatro anos de disputas judiciais e mudanças de país, a mãe afirma não visualizar caminhos imediatos para localizar a criança. O caso envolve uma disputa internacional que resultou em decisões favoráveis à mãe em ambos os países.
No Brasil, a Justiça Federal de Campinas (SP) determinou a prisão preventiva do pai em 2023 e o incluiu na lista de procurados da Interpol. Karin mudou-se para o Egito para acompanhar o processo e, em novembro de 2025, a Justiça egípcia concedeu a guarda do menino à mãe. A justiça local também determinou a prisão do pai e da avó paterna por sete dias pelo descumprimento da ordem, com pedido da defesa de Karin para aumento da pena para seis meses. Foram realizadas três tentativas de cumprimento da decisão judicial para localizar Adam, sem sucesso.
Karin relatou que foi levada para a Bélgica por uma instituição após receber ameaças e afirma não ter condições de retornar ao Egito sozinha devido aos riscos de segurança. Ela informou ter gasto mais de R$ 500 mil com advogados, deslocamentos e procedimentos judiciais. A mãe destaca o impacto do tempo da separação e a perda de referências sobre a rotina do filho.
O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso desde 2022 por meio da Embaixada do Brasil no Cairo. A representação diplomática presta assistência consular à criança e à família, incluindo interlocução com autoridades locais, visitas consulares, orientação jurídica e facilitação de apoio psicológico. O Ministério não divulga informações pessoais de cidadãos ou detalhes específicos sobre a assistência prestada. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Autoridade Central Administrativa Federal (Acaf) e o governo do Egito não foram contactados para manifestação até a publicação desta matéria.
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