
A reta final da campanha presidencial concentrou atenção em temas econômicos e decisões do governo. Entre as pautas que movimentaram o debate público estão as disputas eleitorais, estratégias digitais, indicadores econômicos e novas estruturas da máquina pública.
Minas Gerais é apontada como campo de batalha eleitoral devido ao seu tamanho de eleitorado e histórico de acompanhar o vencedor das eleições presidenciais desde a redemocratização. Flávio Bolsonaro chegou ao segundo turno à frente de Lula no estado e buscou reforçar sua vantagem com o apoio do governador eleito Cleitinho e do deputado Nikolas Ferreira. O presidente Lula intensificou agendas com aliados regionais para tentar reverter o cenário.
A disputa nas redes sociais também ganhou força. Uma reportagem indicou que a campanha petista ampliou o tom dos ataques contra Flávio Bolsonaro, utilizando mensagens sobre programas sociais e direitos trabalhistas. Especialistas ouvidos avaliaram que a estratégia pode mobilizar a base do partido, mas também aumentar a rejeição ao presidente entre eleitores independentes. Outra análise de cientistas políticos aponta que a polarização consolidada reduz as chances de fatos isolados alterarem votos no segundo turno.
Na área de segurança pública, o presidente Lula defendeu a manutenção da saída temporária de presos, argumentando que o benefício auxilia na ressocialização e preserva o convívio familiar, embora tenha defendido restrições para condenados por crimes hediondos.
No campo econômico, dados mostraram que a dívida externa líquida brasileira voltou a ficar positiva, encerrando um período de 19 anos como credor líquido. O indicador foi interpretado por especialistas como um sinal de alerta para investidores e para a percepção de risco do país, apesar das reservas continuarem elevadas.
O governo criou uma secretaria executiva vinculada ao Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos para coordenar ações sobre minerais críticos e terras raras. O tema entrou no debate eleitoral sobre soberania nacional e investimentos internacionais. No Paraná, a decisão da Universidade Federal do Paraná de conceder o título de Doutora Honoris Causa à ex-presidente Dilma Rousseff gerou repercussão por envolver uma figura que divide opiniões no cenário nacional.
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