
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar por duas horas a votação no segundo turno das eleições deste domingo (25) foi reportada por veículos de imprensa internacionais. Além da extensão do prazo até as 19h, os meios estrangeiros destacaram a situação em locais onde as urnas já haviam sido fechadas e a interrupção da divulgação dos resultados.
O jornal espanhol El País afirmou que a decisão “semeou o caos” em alguns locais de votação de São Paulo, onde as urnas eletrônicas já estavam encerradas. Em Portugal, o Observador publicou uma reportagem sobre os horários de voto alargados e relatou que mesários já haviam encerrado a votação e emitido os boletins de urna quando souberam da determinação. O veículo informou ainda que, em Florianópolis, funcionários tomaram conhecimento da mudança por meio da imprensa.
Na Argentina, o La Nación destacou a suspensão da divulgação dos resultados após a apuração alcançar 0,25% das seções e registrou que eleitores ficaram sem votar em locais onde as urnas já haviam sido encerradas e os boletins impressos. O Clarín ressaltou que a contagem havia começado quando ocorreu a prorrogação e que os resultados iniciais chegaram a ser divulgados.
Na França, o Le Monde destacou a extensão do horário em todo o país por problemas de transporte. Em cobertura em tempo real, o jornal afirmou que a ordem provocou “grande confusão”, pois algumas urnas eletrônicas já haviam sido fechadas e a apuração havia começado antes da informação chegar às seções eleitorais. O veículo informou também que a prorrogação ficou restrita aos locais ainda abertos.
Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times destacou a prorrogação, informando que o prazo de votação seria ampliado em duas horas por problemas climáticos e de transporte. A agência Associated Press também ressaltou a confusão provocada pela medida, observando que o Brasil costuma ter uma apuração eletrônica rápida. Segundo a agência, o episódio abriu espaço para possíveis questionamentos judiciais, independentemente do vencedor da eleição.
A Reuters destacou que a decisão e a pausa na contagem acrescentaram incerteza à disputa. A agência ouviu especialistas que apontaram a possibilidade de contestações do resultado relacionadas tanto à prorrogação quanto às denúncias de dificuldades de transporte.
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