
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, em 24 de outubro de 2026, quase R$ 2 milhões em dinheiro vivo escondidos em um pufe pertencente à delegada Maria Corsato. A apreensão ocorreu na casa da irmã da policial, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. O montante foi identificado pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil como sendo composto por R$ 1,25 milhão, US$ 120 mil e € 12,7 mil. Além do dinheiro, foram apreendidos papéis com anotações sobre entradas e saídas de valores em espécie.
A irmã da delegada acionou a Polícia Militar após abrir o fundo do móvel com uma faca e encontrar os valores. Segundo informações, a delegada teria deixado o pufe na residência da irmã na semana anterior ao primeiro turno das eleições, alegando que seria procurada pela polícia devido a uma suposta ordem de busca e apreensão. No entanto, policiais ouvidos pela Folha de São Paulo afirmaram que não havia ordem de busca e apreensão em aberto contra Corsato no momento.
Em manifestação nas redes sociais, Maria Corsato afirmou que os valores correspondem a uma herança ainda não partilhada e que sua irmã procurou a Corregedoria para entregar o dinheiro. A delegada declarou que a familiar enfrenta problemas de fragilidade emocional e afirmou que não seria a primeira vez que ela agiria dessa maneira ao estar abalada ou contrariada.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 14h30 e, após comunicação ao plantão do 2º Distrito Policial de Santo André, os agentes preservaram o local para perícia. As cédulas foram acondicionadas em sacos lacrados e encaminhadas à Corregedoria para contagem.
Corsato está vinculada ao 27º Distrito Policial, no bairro do Campo Belo, na capital paulista. Ela concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo União Brasil nas eleições de 2026, recebendo 12.713 votos e ficando como suplente. Em dezembro de 2022, a Folha de S.Paulo informou que a Corregedoria investigaria a conduta de Corsato em um inquérito relacionado a acusações feitas pelo empresário Thiago Brennand contra um casal. Na ocasião, a promotora do caso apontou lacunas e imprecisões na investigação e afirmou que a delegada teria se recusado a registrar uma nova ocorrência contra o empresário; Corsato negou irregularidades. O caso da apreensão deve esclarecer a origem dos valores, o motivo de estarem escondidos no móvel e as circunstâncias que levaram o pufe à casa da irmã da policial.
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