
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de prorrogar a votação do segundo turno até as 19h. Em declaração a jornalistas neste domingo, 25, o governador afirmou que o argumento utilizado pela campanha do PT sobre problemas no transporte público é "fantasioso" e que o sistema funcionou normalmente ao longo do dia na capital paulista. Tarcísio declarou ser "inacreditável o que está acontecendo".
O governador rebateu os relatos de redução da frota de ônibus que motivaram o pedido de prorrogação, mencionando a existência de órgãos de monitoramento e câmeras em diversas cidades e estados. Segundo ele, as imagens mostrariam terminais vazios e o transporte funcionando tranquilamente. Tarcísio afirmou que o serviço foi disponibilizado no mesmo padrão dos dias úteis e que não houve ocorrências, alegando que a narrativa de caos surgiu ao final do período de votação para criar uma situação artificial.
Tarcísio questionou o momento em que a liminar foi assinada por Zanin, às 17h01, um minuto após o encerramento oficial da votação, o que ele considerou impossível para a comunicação aos cartórios eleitorais. O governador citou que a decisão teria passado "por cima" do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mencionou que o ministro foi advogado do PT.
O governador também criticou a interrupção no processo de totalização dos votos pelo TSE para cumprimento da liminar de Zanin, afirmando que o sistema manteve um retrato da apuração pausada. Tarcísio classificou a medida como uma decisão monocrática não sorteada e afirmou que o episódio agrava a crise entre os Poderes. O governador concluiu dizendo que o Judiciário escreve um novo capítulo de uma crise institucional sem precedentes e que "estão tumultuando a eleição, que era para ser absolutamente tranquila".
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